Blog do Pastor Alexsandro Costa

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Foi realizada nos dias 1 e 2 de junho, tendo como igreja hospedeira a Assembleia de Deus em Cerâmica em Nova Iguaçu/RJ

Durante a AGO, houve a apresentação de candidatos a Consagração ao Santo Ministério de Evangelista e Pastor, bem como o reconhecimento de Pastores e o ingresso de dezenas de Pastores oriundos da COMADERJ que foi desligada da CGADB.




 O Presidente da CPEADERJ, Pr Valdemir Oliveira de Araújo, homenageou a Irmã ROSITA ALVES DA SILVA com a Outorga da Medalha Pr Paulo Alves da Silva.



  O Pr Eliezer Sousa, 1° Vice Presidente da CPEADERJ, surpreendeu o Pr Valdemir Araújo com a outorga também da Medalha Pr Paulo Alves da Silva e o Pr Serafim, 4° Secretário da CGADB, homenageou também o Pr Valdemir Araújo com a Medalha Jubileu de ouro da CGADB e o Pr Elizeu, Presidente da CEADERJ, com a outorga da Medalha União.


 Ainda, durante a AGO, foi lançada a campanha de mobilização para a AGO da CGADB em Abril de 2919, com o objetivo de apoiar o Pr Wellington Júnior, Presidente da CGADB, e toda a Mesa Diretora da CGADB. 


A UFEADERJ, União Feminina da CPEADERJ, também se reuniram e estarão trabalhando para apoiar a UNEMAD, Presidido pela irmã Lídia Dantas. O público que participou da segunda AGO da CPEADERJ foi bastante expressivo, demonstrando a força da unidade da CPEADERJ.






LIÇÃO 08 - ÉTICA CRISTÃ E SEXUALIDADE







TEXTO ÁUREO
“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará.” (Hb 13.4)







VERDADE PRÁTICA
A sexualidade é uma dádiva divina que deve ser usufruída dentro dos parâmetros instituídos pelo Criador.


1 Coríntios 7.1-16









1 - Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher;
2 - mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
3 - O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido.
4 - A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.
5 - Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência.
6 - Digo, porém, isso como que por permissão e não por mandamento.
7 - Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira, e outro de outra.
8 - Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu.
9 - Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se.
10 - Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido.
11 - Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.
12 - Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.
13 - E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe.
14 - Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas, agora, são santos.
15 - Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz.
16 - Porque, donde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, donde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?




INTRODUÇÃO





Se por um lado a sexualidade tem sido desvirtuada na sociedade pós-moderna, por outro lado alguns cristãos insistem em tratar o assunto como tabu. Embora o tema possa trazer desconforto para alguns, a sexualidade humana não pode ser subestimada. Por isso, estudaremos o conceito da sexualidade, o propósito do sexo segundo as Escrituras e o casamento como o parâmetro para o sexo.




I – SEXUALIDADE: CONCEITOS E PERSPECTIVAS BÍBLICAS







Sexo e sexualidade possuem conceitos próprios, pois ambos constituem-se atos da criação divina.

1. Conceito de Sexo e Sexualidade. A biologia define “sexo” como um conjunto de características orgânicas que diferenciam o macho da fêmea. O sexo de um organismo é definido pelos gametas que produzem. Gametas são células sexuais que permitem a reprodução dos seres vivos. O sexo masculino produz gametas conhecidos como “espermatozoides” e o sexo feminino produz gametas chamados “óvulos”. A expressão “sexo” ainda pode ser usada como referência aos órgãos sexuais ou a prática de atividades sexuais. Já o termo “sexualidade” representa o conjunto de comportamentos, ações e práticas dos seres humanos que estão relacionados com a busca da satisfação do apetite sexual, seja pela necessidade do prazer ou da procriação da espécie.





2. O sexo foi criado por Deus. No ato da criação Deus fez o homem e a mulher sexualmente diferentes: “macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Portanto, o sexo faz parte da constituição anatômica e fisiológica dos seres humanos. Homens e mulheres, por exemplo, possuem órgãos sexuais distintos que os diferenciam sexualmente. Sendo criação divina, o sexo não pode ser tratado como algo imoral ou indecente. As Escrituras ensinam que ao término da criação “viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gn 1.31). Desse modo, o sexo não deve ser visto como algo pecaminoso, sujo ou proibido. Tudo o que Deus fez é bom. O pecado não está no sexo, mas na perversão de seu propósito.






3. A sexualidade é criação divina. Ao criar o homem e a mulher, Deus também criou a sexualidade: “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra...” (Gn 1.28). O relacionamento sexual foi uma dádiva divina concedida ao primeiro casal, bem como às gerações futuras: “deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Sempre fez parte da criação original de Deus a união sexual entre o homem e a sua mulher, formando assim, ambos uma só carne. O livro poético de Cantares exalta a sexualidade e o amor entre o marido e a sua esposa (Ct 4.10-12). Portanto, não é correto “demonizar” o desejo e a satisfação sexual. Assim como o sexo, a sexualidade também não é má e nem pecaminosa. O pecado está na depravação sexual que contraria os princípios estabelecidos nas Escrituras Sagradas.






SÍNTESE DO TÓPICO I
Para o crente, conceito e perspectivas a respeito da sexualidade devem ser definidos pelas Escrituras Sagradas.



II – O PROPÓSITO DO SEXO SEGUNDO AS ESCRITURAS







1. Multiplicação da espécie humana. A finalidade primordial do ato sexual refere-se à procriação. Deus abençoou o primeiro casal e disse-lhes: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28). Tal como o Criador ordenara a procriação dos animais (Gn 1.22), também ordenou a reprodução do gênero humano. Neste ato, Deus concedeu ao ser humano os meios para se multiplicar, assegurando-lhe a dádiva da fertilidade. Depois da queda no Éden (Gn 3.11,23), e a consequente corrupção geral (Gn 6.12,13), o Altíssimo enviou o dilúvio como juízo para eliminar o gênero humano (Gn 6.17), exceto Noé e sua família (Gn 7.1). Passado o dilúvio, Noé recebeu a mesma ordem recebida por Adão: “E abençoou Deus a Noé e a seus filhos e disse-lhes: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 9.1). A terra, que outrora fora despovoada, agora deveria ser repovoada por Noé a fim de dar continuidade aos desígnios divinos (Gn 3.15, cf. Rm 16.20).






2. Satisfação e prazer conjugal. Por muito tempo ensinou-se que a procriação era o único propósito da relação sexual. O Concílio de Trento (1545-1563) disciplinou a pratica sexual com fins exclusivos de reprodução e proibiu o sexo aos domingos, nos dias santos e no jejum quaresmal. Não obstante, a Bíblia também se refere ao sexo como algo prazeroso e satisfatório entre o marido e a sua esposa: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade...” (Pv 5.18,19); e ainda: “Goza a vida com a mulher que amas” (Ec 9.9). Assim, na união conjugal, como também ensina o Novo Testamento, o homem e a sua mulher devem buscar a satisfação sexual (1 Co 7.5).






3. O correto uso do corpo. No ato sexual ocorre a fusão de corpos: “Assim não são mais dois, mas uma só carne” (Mt 19.6). O sexo estabelece um vínculo tão forte entre os corpos que os torna uma só pessoa. Como os nossos corpos são membros de Cristo (1 Co 6.15), e templo do Espírito Santo (1 Co 3.16), as Escrituras proíbem o uso do corpo para práticas sexuais ilícitas (1 Co 6.16). São condenadas, dentre outras, as relações incestuosas (Lv 18.6-18), o coito com animal (Lv 18.23), o adultério (Êx 20.14) e a homossexualidade (Rm 1.26-27). O corpo não pode servir a promiscuidade (1 Co 6.13), mas deve glorificar a Deus, o nosso Pai (1 Co 6.20).






SÍNTESE DO TÓPICO II
Segundo as Escrituras Sagradas o propósito do sexo é a multiplicação da espécie, a satisfação e o prazer conjugal e o correto uso do corpo.




III – O CASAMENTO COMO LIMITE ÉTICO PARA O SEXO






O casamento é o legítimo limite ético dos impulsos sexuais que podem ser satisfeitos sem que se incorra em atos pecaminosos.


1. Prevenção contra a fornicação. A fornicação está relacionada ao contato sexual entre pessoas solteiras, ou seja, não casadas. Para prevenir este pecado, o apóstolo Paulo orienta os cristãos a se casarem: “por causa da prostituição [ou fornicação], cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.” (1 Co 7.2). Os ensinos de Paulo ratificam o propósito divino do casamento, ou seja, “um homem para cada mulher” (Gn 2.24). Este princípio também foi defendido por Jesus: “deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher” (Mt 19.5). Deste modo, a legitimidade cristã para a satisfação dos apetites sexuais entre um homem e uma mulher restringe-se ao casamento monogâmico heterossexual (1 Co 7.9). Toda prática sexual realizada fora destes moldes constitui-se em sexo ilícito.







2. O casamento e o leito sem mácula. As Escrituras ensinam que o casamento é digno de honra (Hb 13.4) e que a união conjugal deve ser respeitada por todos (Mt 19.6). O leito conjugal não pode ser maculado por ninguém. Quem o desonrar não escapará do juízo divino (Hb 13.4b). Aqui a desonra refere-se ao uso do corpo para práticas sexuais ilícitas com ênfase nos casos de relações extraconjugais (1 Co 6.10). Inclui também as relações conjugais resultante de divórcios e de segundo casamentos antibíblicos (Mt 19.9). Embora, muitas vezes, os imorais escapem da reprovação humana, não poderão fugir da ira divina (Na 1.3). A práxis da sociedade e a condescendência de muitas igrejas não invalidam a Palavra de Deus.







SÍNTESE DO TÓPICO III
O casamento foi instituído por Deus como limite para o sexo.



CONCLUSÃO







O sexo e a sexualidade são atos da criação divina e não podem ser tratados como algo pecaminoso e nem como mero elemento de procriação ou fonte de prazer. Cabe ao cristão cumprir o propósito estabelecido por Deus para a sexualidade (Gn 2.24). O desvirtuamento desse padrão implicará punição aos que praticam a imoralidade (Hb 13.4). Portanto, vivamos para a glória de Deus!















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Referências
Revista Lições Bíblicas. VALORES CRISTÃOS, Enfrentando as questões morais de nosso tempo. Lição 07 – Ética Cristã e Sexualidade. I – Sexualidade: Conceitos e perspectivas bíblicas. 1. Conceito de sexo e sexualidade. 2. O sexo foi criado por Deus. 3. A sexualidade é criação divina. II – O propósito do sexo segundo as escrituras. 1. Multiplicação da espécie humana. 2. Satisfação e prazer conjugal. 3. O correto uso do corpo. III – O casamento como limite ético para o sexo. 1. Prevenção contra a fornicação. 2. O casamento e o leito sem mácula. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 2° Trimestre de 2018.


Elaboração dos slides: Ismael Pereira de Oliveira. Pastor na Igreja Assembleia de Deus, Convenção CIADSETA, matrícula número 3749-12. Inscrito na CGADB, número do registro 76248. Contatos para agenda: 63 - 984070979 (Oi) e 63 – 981264038 (Tim), pregação e ensino.



Esse grande evento tem sido realizado com muito êxito em São Paulo, promovendo a edificação dos participantes através de estudos e ministrações da Palavra de Deus.

 O Pr Eliezer Sousa, Pastor Presidente da Catedral das Assembleias de Deus em Niterói/RJ e 1° Vice Presidente da CPEADERJ, está trazendo pela primeira vez o ELAD para o Rio de Janeiro. O Pr Eliezer Sousa é um homem de visão e tem sido uma grande liderança levantada por Deus nesta geração.

 O tema do 1° ELAD no Rio de Janeiro será "a importância da família na vida do obreiro", 

com o objetivo de fortalecer a família bem como promover um despertamento nessa área. Os pregadores serão o Pr Edmar Vargas, Pr Paulo Dias, Pr Mateus e Ev Israel.

 O local escolhido será a cidade de Niterói, antiga capital do Estado do Guanabara, e o templo será a Catedral das Assembleias de Deus em Niterói, na Rua Dr March 620 em Tenente Jardim-Niteroi/RJ.

No Instagram, Nikão afirmou que homossexualidade “nunca será aceita por Deus”



O jogador Nikão, do Atlético Paranaense, fez uma postagem no Instagram que lhe rendeu muitas críticas. Evangélico, ele publicou o versículo “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher, isso é abominação (Lv 18:22)” seguido do comentário “Deus guarda nossos filhos”.
O assunto foi bastante discutido nas redes sociais, chegando a figurar entre os mais comentados do Twitter. Vários sites esportivos repercutiram a postagem, o que gerou uma enxurrada de comentários negativos. O jogador chegou a fechar o perfil.
Parte dos internautas criticou o atleta, enquanto outros defenderam o seu posicionamento.
O caso lembra o que aconteceu recentemente com o jogador de rugby Israel Folau, estrela do rugby na Austrália. Após ter feito uma postagem no Instagram contrária ao casamento homossexual, recebeu uma chuva de críticas, e uma verdadeira campanha contra ele.
A pressão de grupos LGBT fez com que os patrocinadores chegassem a ameaçar retirar o apoio à equipe. Mesmo assim, ele não voltou atrás.






LIÇÃO 07 - ÉTICA CRISTÃ E DOAÇÃO DE ÓRGÃOS















TEXTO ÁUREO


“Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.” (1 Jo 3.16)











VERDADE PRÁTICA


A doação de órgãos, bem como a de tecidos humanos, expressa o verdadeiro amor cristão.














1 Coríntio 15.35-45


35 – Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?


36 – Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.


37 – E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo ou doutra qualquer semente.


38 – Mas Deus dá-lhe o corpo como quer e a cada semente, o seu próprio corpo.


39 – Nem toda carne é uma mesma carne; mas uma é a carne dos homens, e outra, a carne dos animais, e outra, a dos peixes, e outra, a das aves.


40 – E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes, e outra, a dos terrestres.


41 – Uma é a glória do sol, e outra, a glória da lua, e outra, a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.


42 – Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção.


43 – Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.


44 – Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual.


45 – Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão, em espírito vivificante.




INTRODUÇÃO









Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem 64 mil pacientes na fila de espera por um transplante de órgãos. Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) mostram que 2.333 pessoas morreram à espera de um transplante no ano de 2015. Muitas famílias ainda rejeitam a doação por dilemas éticos e por falta de informação. Nesta lição, veremos os pontos mais relevantes desta importante questão e concluiremos que doar é uma expressão do amor cristão (1 Jo 3.16).






I – DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: CONCEITO GERAL









A doação de órgãos engloba basicamente a técnica de transplante e as pesquisas com células-tronco adultas e embrionárias.



1. Definição de transplante. O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção de um órgão enfermo do corpo humano para ser substituído por outro saudável. Em muitos casos, o transplante é a única alternativa da medicina para a cura de pacientes com determinadas doenças terminais. Podem ser transplantados órgãos como o coração, o fígado, o pâncreas, os rins, os pulmões, os tecidos e outros. O tipo mais comum de transplante é o da transfusão de sangue. Existe também o transplante de células-tronco que são encontradas, principalmente, na medula óssea, placenta e cordão umbilical. O transplante de células-tronco adultas pode ser realizado entre pessoas vivas e, portanto, não apresenta problemas éticos. Como a Bíblia ensina que a vida tem início na fecundação (Jr 1.5), a ética cristã desaprova o uso das células-tronco embrionárias, pois este procedimento interrompe vida do embrião.









2. O conceito de doação na Bíblia. O ensino registrado nas Escrituras assevera que “mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35). Isso que denota um ato voluntário de prover o bem-estar do próximo. Trata-se de uma ação desprovida de interesse de ordem pessoal. A pobre viúva doou na casa do Senhor todo o sustento que tinha (Mc 12.43,44). Barnabé – o filho da consolação – sem pretensão alguma, vendeu uma propriedade e fez doação da venda à igreja (At 4.36,37).


A excelência da doação repousa na disposição de renunciar, e até de se sacrificar e sofrer, com base no amor pelos outros (Rm 5.8). Doar ao necessitado é uma forma de colocar a fé em prática (Tg 2.14-17). E ainda, a reciprocidade está presente no gesto de doar, pois foi o Senhor Jesus que assegurou: “dai, e ser-vos-á dado” (Lc 6.38a).








3. A doação de si mesmo: pertencemos a Deus. Diante de tantas bênçãos recebidas e com o sentimento de gratidão, o salmista pergunta para si mesmo: “Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que me tem feito?” (Sl 116.12). Ciente de que a essência de adorar a Deus é entregar-se a Ele, o salmista responde para si mesmo: “tomarei o cálice da Salvação” (116.13). Esta expressão implica renúncia total ao mundo, à concupiscência e aos desejos da carne (cf. 1 Jo 2.15-17). O Senhor Jesus ensinou que os verdadeiros discípulos devem negar a si mesmo (Lc 9.23). Esse é o compromisso de não seguirmos a forma mundana de viver (Rm 12.1,2), mas como servo obediente em priorizar o Reino de Deus (Mt 6.33), viver afastado do pecado e ser santo em toda a maneira de viver (1 Pe 1.14-16).











SÍNTESE DO TÓPICO I


Doar é um ato voluntário de prover o bem-estar ao próximo. Esse ato está intrinsecamente ligado ao nosso amor a Deus.





II – EXEMPLOS DE DOAÇÃO NA BÍBLIA













A Palavra de Deus contém registros de ações altruístas carregadas de amor, zelo e dedicação para com o outro. Exemplos dignos de ser observado pelos cristãos.



1. O exemplo dos gálatas. A igreja na Galácia foi fundada por Paulo, quando este empreendeu sua primeira viagem missionária (47 – 48 d.C). Na ocasião o apóstolo sofria de uma enfermidade não especificada na Bíblia (2 Co 12.7). Ele escreve que orou a Deus três vezes para ser curado, mas o Senhor lhe respondeu: “a minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12.9a). Ao evangelizar na região da Galácia, Paulo deixou indícios de ter sentido os efeitos da doença em sua carne (Gl 4.13) e salienta que os gálatas não o desprezaram nem o rejeitaram (Gl 4.14). Conjectura-se por meio desta passagem que a enfermidade de Paulo era nos olhos, ou que a doença lhe afetava a visão (Gl 6.11). Indiscutível é que para expressar o amor dos irmãos, ainda que de modo metafórico, o apóstolo fala do sentimento altruísta dos gálatas, que se possível fora, arrancariam os próprios olhos e os doariam no intuito de amenizar o sofrimento de Paulo (Gl 4.15).









2. O desprendimento de Paulo. O apóstolo dos gentios é um excepcional exemplo de doação em prol do Reino de Deus. Transbordando de amor, ele escreveu aos Coríntios: “eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas (2 Co 12.15). Ao retornar da terceira viagem missionária em direção a Jerusalém, o apóstolo discursou aos anciãos de Éfeso: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus” (At 20.24). Dias depois, ao chegar em Cesareia (At 21.8), Paulo recebeu uma revelação acerca do perigo que corria em Jerusalém (At 21.10,11). Tendo sido persuadido pelos irmãos a recuar (At 21.12), o apóstolo constrangido declarou estar disposto não apenas a sofrer, “mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (At 21.13). O desprendimento paulino é uma ação digna de ser imitada pelos seguidores de Cristo (1 Co 11.1).








3. A doação suprema de Cristo. Seguramente a morte vicária de Cristo é o maior e incontestável gesto de amor e de doação imensurável em favor do ser humano. Quando entregou sua vida por nós, pecadores, Ele afirmou que o fez voluntariamente: “ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou” (Jo 10.18). As Escrituras afirmam que essa doação estava fundamentada exclusivamente no amor, uma vez que “Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Foi por intermédio do sacrifício de Cristo, e de sua vitória sobre a morte, que fomos resgatados de nossa vã maneira de viver (1 Pe 1.18-21).









SÍNTESE DO TÓPICO II



A Bíblia mostra muitos exemplos de doação, dentre os quais, todos são sombras da suprema doação: a morte vicária de Cristo.






III – DOAR ÓRGÃOS É UM ATO DE AMOR















O genuíno e excelso sentimento de amor constrange o cristão para ser doador de órgãos e de tecidos humanos.




1. O princípio da empatia e da solidariedade. A empatia pode ser definida como a capacidade de sentir o que a outra pessoa está sentido, ou seja, a disposição de colocar-se no lugar do outro. Ser solidário implica apoiar e ajudar alguém num momento difícil. Cristo nos ensinou no Sermão do Monte: “tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós” (Mt 7.12). Quando o ser humano entende o altruísmo do auxílio mútuo, os argumentos contrários à doação de órgãos perdem o sentido e a razão.










2. O princípio do verdadeiro amor. Amar a Deus e ao próximo como a si mesmo é o resumo da lei de Deus (Mt 22.37-40). Cristo ensinou que não existe maior amor do que doar a sua vida ao próximo (Jo 15.13). O Salvador não doou apenas um ou outro órgão para salvar nossas vidas. Ele entregou a sua vida por inteiro para que não fôssemos condenados à morte eterna. João nos recorda esse ato e nos exorta a fazer o mesmo: “Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos” (1 Jo 3.16). Portanto, doar órgãos para salvar outras vidas é um sublime ato de amor.








SÍNTESE DO TÓPICO III


Doar órgãos está fundamentado no princípio do verdadeiro amor e tem raízes no princípio da empatia e da solidariedade.




CONCLUSÃO












A doação de órgãos em vida, ou depois de morto, é um elevado gesto de amor. Esta ação em nada contraria os preceitos éticos ou bíblicos, exceto no caso de células-tronco embrionárias. Porém, ninguém deve ser forçado à prática de tão nobre gesto. O ser humano não pode ser “coisificado” e nem sua vontade pode ser desrespeitada. Doador e receptor expressam a imagem e a semelhança de Deus (Gn 1.26).


















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Referências


Revista Lições Bíblicas. VALORES CRISTÃOS, Enfrentando as questões morais de nosso tempo. Lição 07 – Ética Cristã e Doação de órgãos. I – Doação de órgãos: Conceito geral. 1. Definição de transplante. 2. O conceito de doação na bíblia. 3. A doação de si mesmo: pertencemos a Deus. II – Exemplos de doação na bíblia. 1. O exemplo dos gálatas. 2. O desprendimento de Paulo. 3. A doação suprema de Cristo. III – Doar órgãos é um ato de amor. 1. O princípio da empatia e da solidariedade. 2. O princípio do verdadeiro amor. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 2° Trimestre de 2018.



Elaboração dos slides: Ismael Pereira de Oliveira. Pastor na Igreja Assembleia de Deus, Convenção CIADSETA, matrícula número 3749-12. Inscrito na CGADB, número do registro 76248. Contatos para agenda: 63 - 984070979 (Oi) e 63 – 981264038 (Tim), pregação e ensino.


FONTE: EBD

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