Cristãos presos aproveitam atraso no julgamento para evangelizar colegas de cela, na Etiópia



Três homens cristãos que estão presos há dois anos na Etiópia, devido a acusações falsas de terem incendiado uma igreja, tiveram sua audiência de apelação adiada mais uma vez.

Tibebu Mekuria, Dawit Jemberu e Belete Tilahun já tiveram sua audiência adiada diversas vezes durante desde o meio de 2016 até agora, segundo relatórios da Missão Portas Abertas.

Eles foram acusados de incendiar o templo de uma igreja em maio de 2014 e sentenciados a nove anos de prisão em 2015. Eles também foram condenados a pagar uma multa de mais de 42 mil dólares. Dois desses homens são solteiros, mas Tilahun é casado, tem três filhos e corre o risco de perder sua casa.

“Estou preocupado, porque minha família pode ser jogada na rua. Eles [extremistas] querem destruir a minha vida e o ministério no qual tenho trabalhado durante toda a minha vida”, disse ele, de acordo com Portas Aberta. A organização cristã está pedindo orações pelos homens presos.


Os três homens estão sendo mantidos na prisão de Debiremarkos, um ambiente hostil com um histórico de tortura e matança de protestantes.

Ambos reagiram aos atrasos no julgamento, expressando sua fé em Deus, de acordo com a Portas Abertas e usando o tempo que eles têm para evangelizar seus companheiros de confinamento.

O caso
No início deste ano, o seu caso foi levado ao Parlamento Britânico.

Tom Brake, deputado liberal democrata de Carshalton e Wallington, em Surrey, pediu ao ministro das Relações Exteriores que envie representantes ao governo etíope.

James Duddridge respondeu em nome do Ministério das Relações Exteriores, dizendo: “Estamos cientes do processo judicial em curso de Tibebu Mekuria, Dawit Jemberu e Belete Tilahun, que foram condenados por incendiar a Igreja Ortodoxa Etíope em Gulema Iyesus, em junho de 2015.

“Como todos os três ainda estão propondo recurso através dos tribunais da Etiópia e a audiência de apelação final está marcada para o dia 29 de junho, seria inapropriado comentar o caso neste momento”, acrescentou.

A declaração foi dada pouco antes da audiência ter sido adiada no meio do ano e o caso ainda não foi ouvido pela Justiça, já que foi novamente adiado esta semana.

A Etiópia está na 18ª posição na lista anual da Missão Portas Abertas sobre países com perseguição religiosa mais intensa. Quase metade da população é cristã ortodoxa e um terço é de muçulmanos.

A Igreja Ortodoxa Etíope tem sido cada vez mais desafiada pelo número crescente de evangélicos, às vezes descritos na mídia ortodoxa como “recém-chegados” ou “falsos profetas”.

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