RESUMO HISTÓRICO DO ESPIRITISMO




O Espiritismo é, sem dúvida, o mais antigo engano religioso já surgido. Porém, em sua forma moderna como hoje é conhecido, o eu surgimento se deve a duas adolescentes norte-americanas, Margaret e Kate Fox, de Hydesville, Estado de Nova York.



Estranhos Fenômenos



Em 1848, as adolescentes Margaret e Kate começaram a ouvir batidas em diferentes pontos da casa onde moravam.A princípio julgavam que esses ruídos fossem produzidos por ratos e camundongos que infestavam a casa. Porém, quando os lençóis começaram a cerem arrancados da cama por mãos invisíveis, cadeiras e mesas tiradas dos seus lugares, e uma mão tocou no rosto de umas das meninas, percebeu-se que o que estava acontecendo eram fenômenos sobrenaturais. A partir daí as meninas criaram um meio de comunicar com o autor dos ruídos, que respondia às perguntas com determinado número de batidas.


A expansão do movimento


Partido desse acontecimento, que recebeu ampla cobertura dos meios de comunicação da época, propagaram-se sessões espíritas através dos EUA. Na Inglaterra, porém a consulta aos mortos já era muito popular entre as camadas sociais mais elevadas. Por conseguinte, os médiuns norte-americanos encontraram ali um solo fértil onde a semente do supersticionismo espírita ia ser semeada, nascer, crescer, florescer e frutificar. Na época, outros países da Europa também foram visitado com sucesso pelos espíritas norte-americanos.


Allan Kardec


Na França, a figura de Allan Kardec é a principal dos arraiais espíritas. Hppolyte Léon Denizard Rvail (o verdadeiro nome de Allan Kardec), nascido em Lyon, em 1804, filho de um advogado, tomou o pseudônimo de "Allan Kandec" por acreditar ser ele a reencarnação de um poeta celta desse nome.
Dizia ter recebido a missão de pregar uma nova religião, o que começou a fazer em 30 de Abril de 1856.
Um ano depois publicou O LIVRO DOS ESPÍRITOS que muito ajudou na propaganda espiritista. Dotado de inteligência e inigualável sagacidade, estudou toda a literatura afim, existente na Inglaterra e nos EUA, e dizia ser guiado por espíritos protetores.
Notabilizou-se por introduzir no Espiritismo o ensino da reencarnação.
Publicou os seguintes livros:
- O Livro DOS ESPÍRITOS
- O QUE É ESPIRITISMO
- O LIVRO DOS MÉDIUNS
- O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
- O CÉU E O INFERNO
- A GÊNESE E OBRAS PÓSTUMAS.


Homem dotado de características físicas e mentais de grande resistência, Allan Kardec foi apóstolo das novas idéias que haveriam de influir na organização do Espiritismo. Fundou A Revista Espirita, periódico mensal em vários idiomas.Em 1858 ele organizou em Paris, a sociedade Parisiense de Estudos Espírita. Faleceu em 1869.


SUBDIVISÃO DO ESPIRITISMO



O Espiritismo latino, já separado do anglo-saxão pela doutrina da reencarnação, se subdividiu mais em duas correntes.


1. a Kardecista ou doutrinária,
2. a experimental.


As práticas espíritas nos tempos bíblicos era chamadas de necromancia ou magia. Seus praticantes eram chamados de: magos, pitonisas, advinhos, bruxas, feiticeiros, etc. Os centros, tendas ou terreiros eram chamados oráculos, cavernas ou antros. Hoje, dependendo do ramo a que pertencem, os nomes diferem.
O Brasil, hoje considerado o líder mundial do Espiritismo, tem os Estados do Rio de Janeiro e Bahia como os dois principais focos espíritas da nação. Estatisticamente, mais de 70% dos católicos brasileiros são frequentadores de centro espíritas.


PRINCÍPIO DO ESPIRITISMO




Embora consideremos o Espiritismo igualmente iníquo em todo sua maneira de ser, os espíritas admitem haver diferentes formas de Espiritismo. Assim sendo, para efeito de estudo, vamos dividir o Espiritismo da seguinte maneira:


a) Espiritismo comum
b) Baixo Espiritismo
c) Espiritismo Científico
d) Espiritismo Kardecista



Cada uma destas quatro classes de Espiritismo possuí práticas distintas através das quais são identificados os seus seguidores, como passaremos a mostrar:


Espiritismo Comum



Dentre as muitas práticas desta classe do Espiritismo, destacamos:


1. Quiromancia. Adivinhação pelo exame das linhas da palma da mão. O mesmo que quiroscopia.


2. Cartomancia . Adivinhação pela decifração de combinações de cartas de jogar.


3. Grafologia. Estudo dos elementos normais e principalmente patológicos de uma personalidade, feito através da análise da sua escrita.


4. Hidromancia . Arte de adivinhar por meio da água.


5. Astrologia. Estudo e/ou conhecimento da influência dos astros, especialmente dos signos, no destino e no comportamento dos homens; também conhecido "uranoscopia".


Baixo Espiritismo

O baixo Espiritismo, também conhecido como Espiritismo Pagão, inculto e sem disfarce, identifica-se pelas seguintes práticas:


a) Vodu. Culto de negros antilhanos, de origem animista, e que lança mão de certos elementos do ritual católico. Praticado principalmente no Haiti (América Central). Após um dia ou dois de preparação de altares, preparando ritualmente e cozinhando galinha e os outros alimentos, etc., um ritual de Vodu haitiano começa com uma série de preces e de cantigas católicas em francês.


b) Candomblé. Religião dos negros ioruba, praticado principalmente na Bahia. Candomblé é uma religião monoteísta, embora alguns defendem que se cultuem vários deuses, o deus único para Nação Ketu é Olorum, para Nação Bantu é Zambi e para a Nação Jeje é Mawu. São nações independentes na prática diária e em virtude do sincretismo existente no Brasil a maioria dos praticantes considera como sendo o mesmo Deus da Igreja Católica. Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros.
Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas mutuamente como exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas - até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras - participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente.


c) Umbanda. Designação dos cultos afro-brasileiros, que se confundem com os da macumba e dos candomblés da Bahia, xangô de Pernambuco, pajelança da Amazônia, do catimbó e outros cultos espíritas sincréticos.


d) Quimbanda. Ritual de macumba que se confunde com o da Umbanda, tendo ambas diferentes objetivos maléficos. Quimbanda ou Kimbanda é uma das sendas brasileiras de práticas religiosas derivadas dos povos africanos e trazidas pelos escravos negros em cativeiro. Essa linha é a negativa e oposta à doutrina da Umbanda. Alguns praticantes alegam, porém, que ela é complementar e "energeticamente" necessária a Umbanda, o que não tem comprovação prática nem doutrinária.

e) Macumba. Sincretismo religioso afro-brasileiro, derivado do Candomblé, com elementos de várias religiões pagãs africanas, de religiões indígenas brasileiras e do Catolicismo. Popularmente, a palavra macumba é utilizada para designar genericamente os cultos sincréticos afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e divindades dos povos africanos trazidos ao Brasil como escravos, tais como os bantos, como o candomblé e a umbanda. Entretanto, ainda que a macumba seja confundida com o candomblé e a umbanda, os praticantes e seguidores dessas religiões recusam o uso da palavra para designá-las.



Espiritismo Científico


O Espiritismo científico é também conhecido como "Alto Espiritismo", "Espiritismo Ortodoxo", EspiritismoProfissional" ou "Espiritualismo". Ele se manifesta, inclusive, como "sociedades", por exemplo, a LBV (Legião da Boa Vontade) fundada e presidida por muitos anos pelo já falecido Alziro Zarur.


Essa classe de espiritismo tem sido conhecida também como:


I. Ecletismo. Método filosófico dos que não seguem sistema algum, escolhendo de cada sistema a parte que lhes parece mais próxima da verdade.


II. Esoterismo. Doutrina ou atitude de espírito que preconiza que o ensinamento da verdade deve reservar-se a um pequeno número de iniciados, escolhidos por sua inteligência ou valor moral.


III. Teosofismo. Conjunto de doutrinas religioso-filosóficas que tem por objetivo a união do homem com a divindade, mediante da elevação progressiva do espírito até a iluminação. Doutrina espiritualista fundada no século XIX por Helena Blavastsky (1831-1891), ligada à tradição ocultista e às religiões orientais; mística norte-americana, adepta do Budismo e do Lamaísmo. A Nova Era é um ressurgimento do Espiritismo em grandes proporções.


Espiritismo Kardecista


O Espiritismo Kardecista é a classe de Espiritismo comumente praticada no Brasil, e tem como principais teses, entre muitas outras, as seguintes:


1. Possibilidade de comunicação com espíritos dos mortos.


2. Crença na reencarnação de pessoas falecidas.


3. Crença de que ninguém pode impedir o homem de sofrer as consequências dosseus atos.


4. Crença na pluralidade dos mundos abitados.


5. A caridade como virtude única, aplicada tanto aos vivos como aos mortos.


6. Deus embora exista, é um ser impessoal abitando um mundo longínquo.
7. Mais perto dos homens estão os espíritos "guias".

8. Jesus foi um médium e reformador judeu; nada mias que isso.



Conclusão


Disse alguém que o Diabo é um demagogo muito versátil e maleável, capaz de muitas transformações. Aos parapsicólogos, ele diz: "Trago-vos uma nova ciência". Aos ocultistas, assevera: "Dou-vos a chave para os últimos segredos da criação". Aos racionalistas e teólogos modernistas, declara: "Não estou ai, nem mesmo existo". Assim faz o Espiritismo que, mesmo mudando de roupagem como um camaleão muda de cor de acordo com ambiente, todavia no fundo continua sempre o mesmo: supersticioso, fraudulento, mau e diabólico.


A TEORIA DA REENCARNAÇÃO

A Teoria da reencarnação é o cerne de toda a doutrina espirita. Invalidando esta teoria, o Espiritismo não poderá sobreviver.


Sobre o assunto, escreve Allan Kardec:


"A reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de
ressurreição. A reencarnação é volta da alma, ou espírito, à vida
corporal, mas em outro corpo novamente formado para ele, que
nada tem de comum com o antigo".
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Opus Editora LTDA. 1985-p. 562,561).


Refutação


A Bíblia jamis faz qualquer referência à palavra reencarnação; tampouco a confunde com a palavra ressurreição. Segundo o Dicionário Escolar Da Linguá Portuguesa, de Francisco da Silveira Bueno, reencarnação é o ato ou efeito de reencarnar, pluralidade de existência com um só espírito; enquanto que a palavra ressurreição, no grego, é anástasis e égersis, ou seja: levantar, erguer, surgir, sair de um local ou de uma situação para outra.
No latim, ressurreição é o ato de ressurgir, voltar à vida, reanimar-se. Biblicamente, entende-se o termo ressurreição como o mesmo que ressurgir dos mortos, e em linguagem mais popular, união da alma e do espírito ao corpo, após a a morte física. (Dicionário Da Bíblia - J. D. Davis).



Ressurreição na Bíblia



No decorrer de toda a Bíblia são mencionados oito casos de ressurreição, sendo sete, casos de restauração da vida (ressurreição para tornar a morrer) e um, de ressurreição no sentido pleno, final - o de Jesus. Esse foi diferente, porque foi ressurreição para nunca mais morrer, não somente pelo fato dEle ser Jesus, o soberano Senhor, mas porque, ao ressurgir, Ele tornou-se o primeiro da real ressurreição (1ºCo 15.20,23).
A expressão "ressurreição dentre os mortos", como em Lucas 20.35 e Felipenses 3.11, implica uma ressurreição em que somente os justos participarão. Os participantes da verdadeira ressurreição, não mais morrerão (Lc 20.36).
A dita expressão é tradução correta do original. A palavra "dentre" indica que os mortos ímpios continuarão sepultados quando os santos ressurgirem à vinda de Cristo, até que chegue a sua vez de ressurgirem para serem julgados.


Os sete casos de ressurreição, registrados na Bíblia, por ordem, são:


a) o filho da viúva de Sarepta (1º Rs 17.19-22);
b) o filho da sunamita (2º Rs 4.32-35);
c) o defunto que foi lançado na cova de Eliseu (2º Rs 13.21);
d) a filha de Jairo (Mc 5.21-23, 35-43);
e) o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17);
f) Lázaro (Jo 11.1-46);
g) Dorcas (At 9.36-43.



O caso da ressurreição de Jesus, que é diferente, como já disse, está em Mateus 28.1-10; Marcos 16.1-8; Lucas 24.1-12; João 20.1-10; 1º Coríntios 15.4,20-23.
Numa demostração de quão contrária é a teoria da reencarnação com aquilo que a Bíblia registra sobre ressurreição, escreve Allan Kardec: "A ressurreição implica a volta a vida corpo já morto - o que ciência demostra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo foram depois de muito tempo disperso e absorvido".
É evidente que está teoria de Allan Kardec não pode prevalecer, pois se baseia em conceitos de homens e não nas Escrituras que asseguram a ressurreição dos mortos.
Não vem ao caso citar aqui os casos de milagres, de mortos que ressuscitaram para depois morrerem.
Vou citar apenas dois casos de mortos que foram levantados dentre os mortos após quatro e três dias de sepultura: Lázaro e Jesus.

1.Lázaro

Testemunhos das Escrituras quanto a Lázaro (Jo 11):
a) estava morto (vv. 14, 21, 32, 37);
b) estava sepultado, havia quatro dias (vv. 17.39);
c) ressuscitou ainda envolto numa mortalha - pano ou vestimenta com que se envolve o cadáver de pessoa que seria sepultada (v.44).

2. jesus

Testemunho das Escrituras quanto à pessoa de Cristo:
1. Os soldados testemunharam que Cristo estava morto (Jo 19.33);
2. José de Arimatéia e Nicodemos sepultaram a Jesus (Jo 19. 38-42);
3. Ele ressuscitou no primeiro dia da semana (Lc 24.6);
4. Mesmo depois de ressuscitado, Ele ainda portava as marcas dos cravos nas mãos para mostrar que Seu corpo agora vivo, era o mesmo no qual sofrera a crucificação, porém, glorificado (Lc 24. 39; Jo 20. 27).


Teoria inocente

Procurando dar sentido bíblico à absurda Teoria da Reencarnação, Allan Kardec lança mão do capítulo 3 de João para dizer que Jesus ensinou sobre a reencarnação.
Os tradutores da obra de Allan Kardec O Evangelho Segundo o Espiritismo, usaram a versão bíblica do padre Antonio Pereira de Figueiredo como texto base da sua tradução, e assim grifa o versículo 3 do citado capítulo de João: "Na verdade te digo que não pode ver o reino de Deus senão aquele que renascer de novo".
Quando o versículo naquela versão é escrito na seguinte forma: "Na verdade, na verdade te digo, que não pode ver o reino de Deus, senão aquele que nascer de novo."
Renascer já significa nascer de novo; daí renascer de novo constitui-se numa intolerável redundância, mas não sem propósito da parte do Espiritismo, que quer por tudo provar que a absurda Teoria da Reencarnação tem fundamento na Bíblia.
Um morto ressuscitar, isso é possível pelo poder de Deus; a Bíblia o diz com toda clareza, mas quanto a reencarnação, a Bíblia faz completo silêncio sobre isso.


João Batista Era Elias Reencarnado?



Este texto é de certa forma uma continuação do anterior. Só que, naquele, tratamos da Teoria da Reencarnação de uma forma geral, enquanto que, neste, o assunto será tratado de forma mais analítica, tomando como ponto de partida Mateus 17.10-13:


"Mais os discípulos o interrogaram: Porque dizem, pois, os escribas ser
necessário que Elias venha primeiro? Então, Jesus respondeu: De fato...
Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto
quiseram... Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de
João Batista."



Citemos mais Mateus 11.14:


"E, se o quereis reconhecer,ele mesmo é Elias, que estava para vir."


Prevalecendo-se do literalismo destas passagens, escreveu Allan Kardec:


"A noção de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam
reviver na terra, depara-se em muitos passos dos Evangelhos, especialmente
nos acima citados... Se tal crença fosse um erro, Jesus não a
deixaria de combater, como o fez com muitas outras, mas, longe disso,
a sancionou com a sua autoridade... É ele mesmo o Elias, que há de
vir. Aí não há nem figuras nem alegorias; é uma afirmação positiva. Se,
portanto, segunda a crença deles, João Batista era Elias..."
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Editora Opus LTDA,
pp, 25,27 ,561, 2º edição Especial - 1985)


Refutação


Um dos princípios de Hermenêutica mais conhecido é aquele que diz que a Bíblia interpreta a si mesma. Portanto, somos impedidos de lançar mão de recursos alheios ao espírito bíblico para interpretar mesmo que seja o mais simples dos ensinos dela. A Bíblia mesma dá resposta às suas indagações. À pergunta: João Batista era Elias ou não? O próprio João Batista responde, dizendo: "... Não sou..." (Jo 1.21).


Sobre João Batista, diz Lucas 1.17: "E irá diante do Senhor no espírito e poder de Elias, para...converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado." . Isto não quer dizer, em absoluto, que João fosse Elias, mas que em seus ministérios proféticos, Haveria similaridades. De fato, a Bíblia não trata de nenhum outro caso de dois homens tão parecidos como João Batista e Elias.


Cinco pontos a considerar


Dentre as muitas razões porque cremos que João Batista não era Elias, queremos citar apenas cinco.


1. Os judeus criam que João Batista fosse Elias ressuscitado, não reencarnado (Lc 9. 7 ,8).


2. Se os judeus realmente acreditassem que João era Elias reencarnado e não ressuscitado, não teriam noutra oportunidade, admitido que Cristo fosse Elias ressuscitado. João Batista e Cristo, que viveram simultaneamente por trinta anos, não podiam ser Elias ressuscitado ou reencarnado, ao mesmo tempo (Lc 9. 7, 9).


3. Se reencarnação é o ato ou efeito de reencarnar, pluralidade de existência com um só espírito, é evidente que um vivo não pode ser reencarnação de alguém que não morreu. Fica claro assim que João não era a reencarnação de Elias, já que este não morreu, tendo sido transladado vivo (2Rs 2. 11).

4. Se João Batista fosse Elias, quem primeiro teria conhecimento disso seria ele mesmo e não os judeus ou os espíritas. Àqueles que lhe perguntaram: "... És tu Elias...?" , ele respondeu com intrepidez: "... Não sou..." (Jo 1.21).

5. Se João Batista fosse Elias, no momento da transfiguração de Cristo teriam aparecido Moisés e João e não Moisés e Elias (Mt 17.1-8).

Fica mostrado, portanto, que a Bíblia não apoia a absurda teoria espírita da reencarnação. Até mesmo os chamados 'fatos comprovados" de reencarnação apresentados pelos defensores do Espiritismo, não provam coisa alguma.


INVOCAÇÃO DE MORTOS


Reencarnação e invocação de mortos são as duas principais estacas de sustentação de toda fraude espírita. Se ambas forem removidas, o Espiritismo ruíra irremediavelmente.


Mostramos nos dois Textos anteriores como a teoria da reencarnação não prevalece diante da Bíblia. Neste Texto, porém, trataremos da não menos fraudulenta invocação dos mortos.


O que a Bíblia diz


Aos Hebreus que saíram do Egito, ao se aproximarem de Canaã, disse Deus por intermédio de Moisés:


"Quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te der, não
aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não
Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou sua filha,
nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro: nem
encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;
pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas
abominações o SENHOR, teu Deus, os lançara de diante de ti. Perfeito serás
para com o SENHOR, teu Deus. Porque estas nações que hás de possuir
ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu
Deus, não permitiu tal coisa." (Dt 18.9-14).


Com base nestas palavras de Moisés, no seu O Céu e o Inferno, traduz Allan Kardec: "... Moisés devia, pois, por política, inspirar os hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contato com o inimigo".


Refutação


Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, simplesmente por razões políticas, como afirma Allan Kardec, é demonstração de ignorância quanto às Escrituras.


A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com eles. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação.


Na prática de tais consultas aos mortos, sempre ouve embustes, mistificação, mentira, farsa e manifestações de demônios. É o que acontece naos seções espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores se manifestam, personificando pessoas amadas falecidas. Alguns desses espíritos se manifestam, identificando-se com nomes de grandes homens, ministrando ensinos, e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em malogro. São espíritos enganadores a serviço do pai da mentira, Satanás.


O povo de Deus, porém, possuí a inigualável revelação de Deus pela qual disciplina a sua vida: "Quando vos disserem: consultai os necromantes e os advinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?
À lei e ao testemunho! Se eles não falarem dessa maneira, jamais verão a alva." (Is 819,20).


O estado dos mortos


O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não tem parte em nada do que se faz e acontece na terra. Veja, por exemplo, o que disseram grandes expoentes do Antigo Testamento, sobre o assunto.


1. Salomão. "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos ... não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol" (Ec 9.5,6).


2. Davi. "Mostrarás tu prodígios aos mortos ou os finados se levantarão para te louvar? Será referida a tua bondade na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos? Acaso, nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?" (Sl 88.10-12).


3. Ezequias. "A sepultura não te pode louvar,nem a morte glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. Os vivos, somente os vivos, esses te louvaram como hoje eu o faço; o pai fará notória aos filhos a tua fidelidade" (Is 38.18,19).


4. Jó. "Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce a sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará a sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais." (Jó 7.9,10).


Conclusão



Nenhum dos textos bíblicos até aqui citados contradiz com a esperança bíblica da ressurreição dos mortos, uns para vida eterna, outros para vergonha e horror eterno (Dn 12.2). Os citados textos mostram sim, que homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar a este mundo para viver como dantes, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos.


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