Interpretação de Daniel 10



Daniel 10
Interpretação de Daniel 10
Os três últimos capítulos de× Daniel constituem uma unidade profética. As "datas" de 11:1 e 12:1 não anunciam novos oráculos, como as informações similares no começo de outros capítulos.
O capítulo 10 é o registro de uma visãointrodutória, correspondente na estrutura da seção com os dois primeiros versículos do capítulo 9. O capítulo 11, até o versículo 35, trata de acontecimentos há muito passados que transpiraram principalmente no período grego depois da morte de Alexandre e culminaram com a perseguição dos judeus por× Epifânio. De 11:36 até o fim do capítulo 12, a predição é dos eventos relacionados com o fim dos tempos.
Através de toda esta seção,× Daniel está preenchendo com mais detalhes o quadropincelado nas suas primeiras profecias. Capítulo 2 nos deu o esboço principal; capítulo 7 reforça-o de um outro ponto de vista, ampliando a etapa final do fim dos tempos do quarto reino e o reino do Messias, o futuro dos Hebreus ("santos" ou "povo santo") é meramente introduzido. Capítulo 8 nos dá mais detalhes do estado dos judeus no período da Média-Pérsia e Grécia, dando ênfase a Antíoco Epifânio e o conflito dos×Macabeus. O capítulo 9 apresentou um esboço de todo o futuro de Israel e Jerusalém. Agora este oráculo final, os capítulos 10 a 12, preenche os detalhes do futuro de Israel, concentrando-se no período do Anticristo e na questão relacionada com "as últimas coisas": a Grande Tribulação, a ressurreição dos mortos, as recompensas e castigos finais.
Estes capítulos finais também tratam do maravilhoso ponto culminante na experiência do crescimento espiritual atingido pelo profeta de× Deus. Primeiro, ele apenas interpretou o sonho de outrem através de um sonho seu (cap. 2). Mais tarde ele interpretou outros sonhos e experiência de Nabucodonosor e Belsazar (caps. 4 e 5). O capítulo 7 conta suas próprias visões – experiências espirituais verdadeiramente grandes. A história do capítulo 8 trata de um "arrebatamento" espiritual, através do qual ele recebeu, em uma terra longe do lar, uma visão do futuro que afetaria a sua nação. Logo a seguir trata de urna visão verdadeiramente física do anjo× Gabriel no quarto do próprio Daniel. Agora o profeta vê com os seus olhos alguém parecido com o próprio Filho de×Deus em sua presença física.

1) As Circunstâncias da× Revelação. 10:1-4.
1. A data explica o pranto de× Daniel. No terceiro ano de Ciro o trabalho da restauração do Templo (Esdras 1.3) foi interrompido (Esdras 4: 4, 5).
2, 3. Estes versículos mostram que a idade avançada pode ser um período de intensa atividade e realizações espirituais (cons. Lc. 2:36, 37).
Era uma abstinência temporada, não ascetismo (veja Mc. 7:14-23; Atos 10:9-18; I Tm. 4:1-5).

2) A Revelação e os× Efeitos. 10:5-9.
Favorecendo a identificação do homem do versículo 5 como sendo Gabriel, o anjo que mais tarde fala com× Daniel, está a ausência de qualquer indicação categórica que diga o contrário. Favorecendo a identificação do homem como sendo o Cristo pré-encamado estão: 1) correspondência de linguagem com 7:13; 2) semelhanças com a visão que× Ezequiel teve dEle (Ez. 1:26, no contexto); 3) semelhança com a visão que×João teve de Cristo (Ap. 1:12-20); 4) o fato dEle permanecer, mais tarde na visão, "acima das águas", separado, onde nem mesmo os anjos se atrevem a ficar (Dn. 12: 6); 5) a maneira pela qual os anjos apelaram para Ele em busca de conhecimento superior (12: 6).
O efeito desta visão sobre× Daniel deveria fazer-nos cautelosos em buscar ou orar pedindo experiências sobrenaturais fora do comum da presença de× Deus além daquelas experiências comumente garantidas aos crentes sinceros.

3) O Fortalecimento do× Profeta para o Seu Trabalho. 10:10-12, 15-19.
Sugestões para a vida devocional particular do crente: 1) O temor não é necessariamente prejudicial (compare com Rm. 3:18). "Deus quer que os nossos temores nos sirvam de freios" (Calvino). 2) A oração deve ser fervorosa quando sabemos a vontade de× Deus. O anjo apenas confirmou o que× Daniel já sabia (cons. I Jo. 5:14). 3) Profunda humildade é uma circunstância concomitante da oração à vista da soberania de× Deus. 4) O temor, o fervor, a humildade, devem estar ligados à confiança ou ousadia, pois nós nos aproximamos do nosso× Deus em Cristo (cons. "teu Deus" Dn. 10:12). Veja também Hb. 11:6; Tg. 1:6, 7 ; Hb. 4:16. 5) Expectativa. Algo realmente aconteceu.

4) O Alcance da Profecia. 10:14. Veja comentários sobre 2:38.

5) Os Conflitos do Mensageiro Angélico. 10:13, 20, 21.

No mundo do V.T. os homens criam que cada nação tinha o seu próprio Deus especial (por exemplo, Is. 37:38; Dn. 4:8; II Cr. 28:23). Os profetas proclamaram a nulidade dos ídolos. Há, entretanto, em outras porções das Escrituras, informações ocasionais sobre o fato que os maus espíritos, que não devem ser identificados com os ídolos, estavam por trás de todo o engano, tendo nisso prazer e lucro perverso (Ef. 6:11, 12; I Co. 8:4, 5; 10:19, 20; Judas 9; Ap. 12:7; Mt. 25:41). Veja também II Co. 10:3, 4; I Tm. 4:1-4.

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